segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Caxumba

                                                                                                     Foto: Divulgação


Saiba mais sobre a Caxumba:

O que é ?

È uma doença infecciosa sistêmica, causada por um vírus da família Paramyxoviridae do gênero Rubulavirus que se caracteriza pela infecção de uma ou mais glândula salivares mais comumente a parótida.

Como se adquire ?


É doença altamente contagiante, de transmissão preferentemente respiratória,. Os vírus se propagam por contato direto, gotículas aéreas (espirro ou tosse), objetos contaminados por saliva e provavelmente urina. O homem é o único hospedeiro natural. O vírus atravessa a placenta, não há relatos de malformação pelo vírus, mas é causa de abortamento espontâneo no primeiro trimestre da gravidez. O período de incubação (do contato até os primeiros sintomas) varia de 2 a 3 semanas.


O que se sente e evolução ?
O quadro clínico mais característico é o aumento não supurativo de uma ou ambas as glândulas parótidas, mas outras glândulas salivares e outros órgãos também podem ser acometidos. O vírus entra pela boca e alcança a parótida onde inicia sua multiplicação, invade a circulação sanguínea (viremia) tendo, então, a possibilidade de atingir outros órgãos como classicamente descritos: testículos (orqui-epididimite), ovários (ooforite), pâncreas (pancreatite), cérebro (encefalite).


Parotidite
Os sintomas que acompanham a localização nas parótidas são: edema das parótidas (ambos lados da face junto à mandíbula), dor local, febre, cefaléia, dor de garganta.


Gônadas
Orquite.
Em cerca de 20% dos casos pode ocorrer comprometimento testicular com dor e edema, a fantasiosamente muito temida orqui-epididimite.O comprometimento testicular é inusual na pré-adolescência e costuma ser unilateral. Embora um terço dos testículos atingidos se tornem atróficos, a esterilidade por caxumba é rara, só ocorrendo durante ou após a puberdade, nunca em crianças.

Ooforite
Quando atingidos, os ovários se manifestam por dor abdominal de intensidade média. Sistema nervoso central. Meningoencefaomielite
Antes do uso generalizado da vacinação anticaxumba, a caxumba foi a causa mais freqüente de meningite asséptica, não se distinguindo de outras viroses do sistema nervoso central. São descritas duas patogenias diferentes.


Infecção primária dos neurônios
Ocorre concomitantemente com a parotidite. Apresenta-se com discreta rigidez de nuca e com outros achados neurológicos praticamente normais. Encefalite pos-infecção com dismielização. Surge cerca de 10 dias após a parotidite ou a parotidite pode nem se manifestar. Pancreatite.
Dor abdominal passageira pode ser a única manifestação. Como o envolvimento das glândulas salivares eleva os níveis de amilase sérica outros parâmetros são usados para comprovar o comprometimento pancreático. Outros.
Tireoidite, mastite (especialmente em meninas adolescentes), artrite e disfagia por edema pré-esternal podem ocorrer. A imunidade após resolução é para toda a vida. Um terço das infecções pelos vírus da caxumba são assintomáticos. A mortalidade é baixa e principalmente em adultos.


Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico depende do quadro clínico e da complementação laboratorial dirigida à comprovação etiológica ou às eventuais complicações. Os níveis de amilase costumam elevar-se com a tumefação da parótida. O diagnóstico microbiológico se faz por sorologia e cultura viral, o imunoensaio enzimático para anticorpos IgM e IgG anticaxumba são os mais usados. A cultura do vírus da caxumba pode ser feito. O teste cutâneo não é confiável nem para diagnóstico nem para determinar suscetibilidade. Não existe tratamento curativo.


Prevenção
A vacina é eficaz e sem efeitos colaterais apreciáveis. É feita com a MMR (tríplice viral) entre 12 e15 meses (1ª), 4 e 6 anos (2ª) e 11 e 12 anos (3ªdose). Confere imunidade de 97 % contra a infecção natural. Os anticorpos maternos são protetores durante o primeiro semestre de vida. Os nascidos antes de 1957 são considerados imunes à caxumba.



Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?645

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